sexta-feira, 9 de maio de 2008

Susana da Gama



Na verdade foi através de uma Bilhardice que mais uma pessoa teve o privilégio de conhecer um projecto dessa categoria….e tenho de admitir que seria um dos últimos temas que me tivesse passado pela cabeça desenvolver, e precisamente por isso despertou tanto a atenção não só minha como de todas as pessoas que pisam as ruas do Funchal. Começando pela originalidade do projecto e acabando pelas ideias que a partir dele podem surgir.
Sou uma pessoa das artes ou melhor dito, estudando para isso; e gostava futuramente ter a oportunidade de ser criadora de um projecto como o seu, que cause na sociedade signos de interrogações por toda a nossa massa cinzenta sobre a questão a ser abordada e que depois concluíssem… ahhh final não tem só aspectos negativos, neste caso a “BILHARDICE”
Sinceramente dispenso por completo as áreas relacionadas com as letras (da para perceber pela minha pouca imaginação para a escrita), tento sempre transformar as minhas palavras em simples ou complexos riscos que aglutinados tentam dizer alguma coisa, sem ser preciso recorrer a escrita…mas com a segunda conferência que assisti sobre o seu projecto, foi muito útil para aperceber-me que afinal a literatura, mais explicitamente o português, não é assim tão mau.
O jogo de palavras que foi utilizado, a arte e a literatura em simultâneo, a origem da palavra, ver como as línguas também podem chegar a ser um meio artístico…é muito interessante. Quando falo de português como meio artístico, refiro-me a palavras como bilhardice, e claro muitas outras, que foram criadas por vocês madeirenses para provavelmente adquirir maior facilidade oral. Portanto, a criatividade dos falantes não tem limites…e onde existe criatividade existe arte…
Vejo que língua também procurou o seu caminho para se evidenciar, como todas as áreas. Lembro-me muito bem desta questão, que foi colocada na conversa de ontem, Se já há palavras com o mesmo sentido, para quê criar outra “diferente” com o mesmo significado?...
É sem dúvida arte…
É também agradável/ divertido ver como de um jogo de bilhar passamos a uma bilhardice =)…e curiosamente atribuída as mulheres por estarem muito tempo sem fazer nada. Eu diria o contrario “A bilhardice foi criada pelos homens”.
Sim pelos homens, porque se não estou em erro a fins do séc. XVIII, eram eles que não permitiam que as mulheres fossem trabalhar, portanto elas, “coitadas”, com tanto tempo sem fazer nada tinham de arranjar algumas forma de se distrairem... Portanto, os culpáveis foram os homens. Claro que é uma ideia a desenvolver e reflectir, com tempo…isto para tentar demostrar as vertentes e os subtemas interessantes que deste projecto podem surgir.

Atribuiria também à bilhardice, os sinónimos de conhecimento/ curiosidade/ perspicácia, enfim, palavras positivas que sempre contribuíram para o desenvolvimento do ser humano… porque, se não fosse assim, qual a necessidade de colocar o tapa-sol de modo a abrir só a parte do meio? Curiosamente ao alcance do nosso olhar…ou revistas e jornais que não só informam, como também nos põem a par da vida dos famosos e das celebridades…os reality shows… o mais curioso é que nós gostamos, não só de ver como também de participar. Será que todos temos um bocadinho de bilhardice nas veias? Provavelmente sim, e quem souber aproveitar de forma positiva esse espírito bilhardeiro, conhecerá coisas fantásticas que a vida tem para oferecer, e aprenderá ao ver os outros…assim como eu aprendi ao vê-lo a si…
Gostei muito do seu projecto, desejo-lhe muito sucesso e se algum dia precisar de alguma ajuda/ ideia, terei todo o prazer em fazê-lo…

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